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Magno Malta garante que hoje fecha o caixão com 62 votos a favor do impeachment de Dilma

"Hoje a gente fecha o caixão. Serão 62 pregos, 62 pregos!", disse o senador oposicionista (PR-ES) Magno Malta, para o público que lotava a galeria e gritava o seu nome. “Contamos com o senhor, senador, continue sua luta, o Brasil quer mudanças”, clamava os representantes dos movimentos de rua.

No último dia do julgamento do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência de República, Magno Malta chega ao plenário do Senado Federal confiante de que o Brasil vai começar um novo ciclo. Nesta madrugada, ao concluir a defesa de Dilma, o senador republicano brincou com o povo que estava na galeria. “Vamos fechar o caixão com 62 pregos”, uma analogia aos 62 votos e o fim da era PT.

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Para Magno Malta, “Dilma Rousseff imitou o hilariante Rolando Lero”

Durante julgamento do impeachment de Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (29), o senador capixaba Magno Malta (PR) perguntou à presidente afastada se ela mentiu durante a campanha eleitoral de 2014, quando garantiu que a economia do país iria continuar equilibrada caso fosse eleita. “O Brasil ficou sem entender nada. Ela repete as mesmas respostas hilariantes citando déficit hídrico, crise cambial, estiagem e outras falas sem nexo”, afirmou Malta.

Senador Magno Malta, após inquerir a presidente afastada, chegou à conclusão que pelas respostas lembrou o Rolando Lero, um dos personagens da Escolinha do Professor Raimundo. “Dilma está repetitiva e evasiva deixando a população brasileira sem respostas concretas e coerentes. Ela foge das perguntas com argumentos flácidos. Ela não convenceu”, disse Malta.

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Magno Malta: “a música que Dilma tocar nós vamos dançar. Ela dará o tom da sessão”

Depois de participar ativamente como membro titular da Comissão Especial de Impeachment e ter atuação marcantes nas sessões de julgamento do processo de afastamento de Dilma Rousseff, senador Magno Malta, em momento algum perdeu o respeito ou foi grosseiro com as testemunhas, porém sempre foi direto e positivo. “Serei eu mesmo, não tenho dupla personalidade. Ela dará o dom da sessão e estarei preparado para inquirir de acordo com o que for dito por ela”, prometeu Magno Malta.

Senador Magno Malta elencou as promessas de campanha de Dilma, os decretos chamados de pedaladas, principalmente, os pontos que o brasileiro quer saber: o que causou a crise econômica e o desemprego no Brasil? Serão perguntas diretas, transparentes e dentro do tempo estabelecido. “É a grande oportunidade de Dilma mostrar seus argumentos para o povo sofrido. Se Dilma falar de golpe iremos responder forte, acho que será uma sessão dramática”.

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Para Magno Malta, estratégia da defesa foi tiro no pé e senadores não vão mais inquerir testemunhas

Os senadores Linbergh Farias (PT-RJ), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e até o presidente do Senado Renan Calheiros entraram em debate acalorado a ponto do presidente do Supremo Tribunal Federal e do processo de impeachment, ministro Ricardo Lewandowski, suspender a sessão antecipadamente para almoço. No meio do tiroteio verbal, senador Magno Malta, conhecido pelo seu tom firme, foi o apagador de fogo, acalmando os dois lados. “Sinto-me, como todo brasileiro, triste com a crise emocional, política e jurídica que o país atravessa, mas não podemos perder o respeito”. Afirmou em vídeo gravado no final da manhã desta sexta-feira.

Senador Magno Malta afirmou que a manobra dos dilmistas, de segurar o andamento do processo em plenário com questionamentos evasivos, gerou clima tenso, desconfortável e o tiro saiu pela culatra, “Em bloco, mais de 60 senadores não vão mais arguir as testemunhas de defesa da Dilma. Abaixaremos a guarda, ficaremos calados e vão esperar para segunda-feira ouvir a presidente afastada. Queiram prolongar os debates para evitar o depoimento na segunda-feira, porém foi uma estratégia vergonhosa que tumultuou a sessão”, esclareceu Magno.